2 de julho de 2015 | Convivendo com o Câncer, Notícias | caquexia geriatria idosos

A caquexia e o câncer

O envelhecimento está associado ao aumento da incidência de câncer, sendo um […]

O envelhecimento está associado ao aumento da incidência de câncer, sendo um dos aspectos mais graves desta doença a caquexia. Esta síndrome, que é caracterizada por um maior consumo de energia do organismo, devido a substâncias produzidas pelo tumor, provoca perda de peso e de massa muscular e está correlacionada a uma má resposta ao tratamento oncológico e ao aumento da mortalidade.

Apesar de ter grande impacto em pessoas acometidas pelo câncer, especialmente idosos, a caquexia é difícil de ser diagnosticada pelos médicos por causa de sua complexidade. O projeto de doutorado do geriatra André Filipe Junqueira dos Santos, que atua no InORP, teve como objetivo avaliar a associação entre a atividade física diária espontânea com a composição corporal (porcentagem de massas muscular e gorda), a força muscular dos membros superiores e inferiores e a capacidade funcional.

Participaram do estudo 45 idosos (12 mulheres e 12 homens sem caquexia e 10 mulheres e sete homens caquéticos) com idade superior a 65 anos. Foi utilizado um aparelho que registrou, durante uma semana, o tempo sentado/deitado (tempo sedentário), em pé e caminhando, além do número de passos dados, sendo um método preciso e mais detalhado.

Como resultado, observou-se que as idosas e os idosos com caquexia apresentaram perda de força e massa muscular de forma simétrica e generalizada, contribuindo para a piora nos testes funcionais e nos parâmetros de atividade física espontânea. Este último fator pode ser utilizado como um marcador simples e eficaz do impacto da caquexia em idosos com câncer, auxiliando as equipes médicas na tomada de decisão do tratamento oncológico em idosos.

 

Fonte: André Filipe Junqueira dos Santos, geriatra que atua no InORP.


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